Reportagem de jornal mostra o Centro Comercial Arco Íris, em São Bernardo do Campo, e analisa o mercado de lojas comerciais no Grande ABC, com citação de Marcos Bigucci.

Lojas são um mercado fraco

Jornal Diario do Grande ABC – Caderno de Imóveis

18 de Novembro de 1998

Da Redação

O mercado de imóveis para comércio de varejo incluindo lojas de rua E centros comerciais, não apresentou o mesmo movimento durante este ano no grande ABC. Muitas lojas nos centros dos principais municípios fecharam suas portas e demorará meses para reabrir com outro locatário ou proprietário que se interessasse em investir em um novo empreendimento; outras ainda permanecem fechadas. Em locais menos valorizados comercialmente e menos saturados de lojas, porém, os empreendimentos comerciais tiveram sucesso, como centro comercial Arco-Íris, recém-inaugurada em São Bernardo, com 27 lojas.

Empreendimento da MBigucci, o centro comercial Arco-Íris foi construído na rua dos vianas, 1529, para atender os moradores da região o centro fica ao lado do residencial de mesmo nome que possui 296 apartamentos. Segundo Marcos Bigucci, coordenador do empreendimento, restam apenas 2 lojas para serem comercializadas. O centro tem área construída de 600 m² e as lojas possuem tamanhos de 11 a 18 m², com aluguel a partir de R$ 350.

Érica Soares, gerente de locação da Corazza Imóveis, disse que há mais oferta do que procura no mercado e que os imóveis vagos nos centros das cidades do grande ABC estão com preço muito elevado para locação. “Alguns proprietários já entenderam a atual situação da economia e reduziram os valores mas mesmo com preços compatíveis com o mercado está difícil alugar”.

Ela deu o exemplo de um imóvel localizado no centro de São Bernardo com 350 m² cujo o valor do aluguel está em R$ 1,5 mil. “É um imóvel muito bem localizado mas não conseguimos alugar hoje por esse preço”.

O gerente de vendas da Corazza, Sérgio Campos Coelho, disse que tem em seu Cadastro aproximadamente 1,5 mil estabelecimentos comerciais à venda, entre lanchonetes, postos de gasolina, supermercados e outros. “Quando há corte de funcionários em grandes empresas, a procura aumenta”.

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