Obras de condomínio industrial em Diadema, ilustrando matéria do Diário Regional sobre novos empreendimentos industriais em 2011, com destaque a fala do especialista Marcos Bigucci

Diadema ganhará dois condomínios industriais

Lançamento de empreendimentos reflete cenário econômico favorável, localização privilegiada e carência de terrenos

Diario Regional – 17 de Julho de 2011

MARCELO MELO
Especial para o Diário Regional

Diadema acompanha a tendência observada no país e ganhará, em breve, dois condomínios industriais. A cidade, que já possui três grandes complexos utilizados por empresas, acompanha pesquisa realizada pela Colliers International Brasil, especializada no ramo imobiliário, a qual aponta que o número de empreendimentos desse tipo deve dobrar em três anos no país.

Segundo o estudo, o inventário de condomínios industriais do Brasil passou de 3,4 milhões de metros quadrados em 2009 para 5,1 milhões de metros quadrados neste ano. A pesquisa revela ainda que esses números tendem a aumentar ainda mais, chegando próximo de 10,7 milhões de metros quadrados até o fim de 2014 (alta de 110%).

Em Diadema, o aumento no número de condomínios industriais reflete o cenário macroeconômico favorável, a localização privilegiada da cidade e a dificuldade para encontrar terrenos aptos a receber empresas, o que torna os condomínios sucesso garantido.

Responsável por um deles, a construtora M. Bigucci aposta pela primeira vez no segmento, com empreendimento que ocupará terreno de 37 mil m² localizado no bairro Piraporinha, e que deverá ser concluído em julho de 2012. A Racec Participações, que já possui condomínio de 15,7 mil m² no bairro Vila Conceição (o Acta Imigrantes), inaugurará em 90 dias seu segundo projeto do gênero na avenida Casa Grande, no bairro de mesmo nome.

Com fácil acesso às rodovias Anchieta e Imigrantes e favorecida pelo trecho Sul do rodoanel, Diadema ocupa posição estratégica para a logística empresarial, característica que se tornou ainda mais vantajosa a partir da aprovação de lei que restringe a circulação e o estacionamento de caminhões na zona urbana da Capital.

Marcos Bigucci, diretor da M. Bigucci, afirmou que a proximidade com as principais rodovias da região e com o Porto de Santos é o grande diferencial da cidade. “Diadema pode ser considerada um porto seco”, afirmou.

A procura por locação de galpões nos dois empreendimentos em construção é grande, o que comprova a carência de terrenos e a boa localização do município. Tanto a M. Bigucci quanto a Racec Participações informaram receber diversas sondagens de companhias interessadas em se instalar na cidade. “Faltam imóveis adequados às novas necessidades das empresas”, ressaltou Eduardo Abreu, engenheiro responsável pelas obras da Racec no Jardim Casa Grande.

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